Mortalidad materna derivada del aborto en Brasil

Un análisis ecológico de 2012 a 2023

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.32870/punto.v12i22.282

Palabras clave:

aborto inseguro, mortalidad materna, Brasil

Resumen

El objetivo de este artículo es analizar los indicadores de mortalidad materna por aborto en Brasil en el período de 2012 a 2023. Metodologicamente se trata de un estudio ecológico, descriptivo y retrospectivo, con datos de serietemporal recolectados en el DataSuS. Se analizaron las variables de raza/color, grupo etario, estado civil, nivel de escolaridad y causa según la Cie-10. El análisis de los datos mostró un perfil de mayor incidencia de muertes maternas por aborto en el período estudiado: mujeres negras (64.09 %), solteras (61.14 %), de 20 a 29 años(43.46 %) y con 8 a 11 años de escolaridad (38.67 %).

Biografía del autor/a

Ana Beatriz Souza de Oliveira, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Psicóloga titulada por la Escuela Bahiana de Medicina y Salud Pública (2025), becaria del CNpq durante la licenciatura con el grupo "Psicología, Salud y Diversidad", investigando sobre salud mental materna.

Iure Alves Araújo Alves Araújo , Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Psicólogo formado pela Universidade Anhanguera de São Paulo (2014), com atuação consolidada nas áreas clínica e acadêmica. Actualmente, es profesor en la Facultad Irecê (FAI) y psicólogo clínico, con experiencia en las áreas de Psicología Social, Educativa, de la Salud, Jurídica y Hospitalaria. Posgraduado en Terapia Cognitivo-Conductual (TCC) y en Salud Pública por la Facultad Regional de Filosofía, Ciencias y Letras de Candeias (FAC), es estudiante de maestría en el Programa de Maestría Profesional en Psicología e Intervenciones en Salud de la Escuela Bahiana de Medicina y Salud Pública (EBMSP) y forma parte del Observatorio Internacional Interinstitucional de Salud Pública (OIISP).

Mônica Ramos Daltro, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Formación y prácticas de los profesionales de la salud; salud mental y sus interfaces en el campo de la formación de profesionales, incluyendo el sufrimiento psíquico de la escritura académica y los sufrimientos presentes en las prácticas en el contexto del Sistema Único de Salud (SUS) de Brasil, además de la medicalización de la cultura.

Maria Aparecida Araújo Figueiredo , Universidade do Estado da Bahia

Posdoctorado en el Instituto de Salud Pública de la Universidad de Oporto (ISPUP). Doctora en Salud Pública/Epidemiología por el Instituto de Salud Colectiva de la Universidad Federal de Bahía, con beca sandwich en la London School of Hygiene and Tropical Medicine. Maestría en Salud Pública por la Universidad de Río de Janeiro. Licenciada en Enfermería por la Universidad Federal de Bahía. Profesora titular de la Universidad Estatal de Bahía (UNEB), profesora permanente del Máster Profesional en Salud Colectiva (MEPISCO), líder del Grupo de Investigación Integrada en Salud Colectiva de la UNEB, vinculado al CNPq. Coordinadora del Máster Profesional en Salud Colectiva (diciembre de 2021 a agosto de 2023). Directora de Vigilancia Epidemiológica de la Secretaría de Salud del Estado de Bahía (marzo de 2011 a febrero de 2018). Tiene experiencia en investigaciones epidemiológicas.

Maria Luisa Latorre Castro, Fundación Universitaria Juan N Corpas

Médica de la FUJNC, Doctora en Salud Pública de la Universidad Nacional de Colombia y con estancia postdoctoral en la Universidad de Toronto
Profesora de Salud Pública y Directora de la Maestría en salud Pública de la Fundación Universitaria Juan N Corpas

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Publicado

2026-03-10

Cómo citar

Souza de Oliveira, A. B., Alves Araújo , I. A. A. ., Ramos Daltro, M., Araújo Figueiredo , M. A. ., & Latorre Castro, M. L. . (2026). Mortalidad materna derivada del aborto en Brasil: Un análisis ecológico de 2012 a 2023. Punto Cunorte, 12(22), e22282. https://doi.org/10.32870/punto.v12i22.282