Mujeres en situación de calle en Guadalajara

Trayectorias de vida, violencias acumuladas y acceso a derechos sociales fundamentales

Autores

DOI:

https://doi.org/10.32870/punto.v12i23.314

Palavras-chave:

Mulheres em situação de rua, trajetórias de vida, violência institucional, direitos humanos, saúde com enfoque de gênero

Resumo

Este artículo presenta los hallazgos de una investigación cualitativa con enfoque fenomenológico que tuvo como objetivo comprender las trayectorias de vida de mujeres en situación de calle en el municipio de Guadalajara, Jalisco, México, ello, con énfasis en las violencias que enfrentan y su acceso a derechos fundamentales.

A partir de quince entrevistas en profundidad a personas en situación de calle, de las cuales cuatro de ellas, fueron mujeres y una persona queer, se analizaron sus narrativas para develar las desigualdades estructurales que configuran sus experiencias.

Los resultados se organizan en torno a las trayectorias de vida que las llevaron a la calle, las violencias institucionales e interpersonales que enfrentan, el acceso a servicios de salud con enfoque de género, la salud sexual y reproductiva, la salud mental en contextos de violencia, y el papel de la medicina tradicional como resistencia. Se concluye que las mujeres en situación de calle enfrentan una triple vulnerabilidad derivado de su condición de género, pobreza extrema y falta de vivienda que es sistemáticamente ignorada por las políticas públicas, perpetuando ciclos de violencia y abandono institucional. Se evidencia la urgencia de diseñar intervenciones con perspectiva de género y basadas en derechos humanos.

Biografia do Autor

Mtra. Karla Falomir, Universidad de Guadalajara

Karla Yamilet Falomir Frausto é uma pesquisadora e advogada mexicana, especialista em Direitos Humanos, Direito Administrativo e Direito do Trabalho. Formou-se com excelência acadêmica pelo Centro Universitário de Ciências Sociais e Humanidades.

É egressa do Mestrado em Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho pelo Centro Universitário de Ciências Econômico-Administrativas (CUCEA) da Universidade de Guadalajara, titulando-se em 2021 com uma dissertação sobre um modelo de atenção para a saúde laboral de trabalhadores do transporte na Área Metropolitana de Guadalajara.

Seu perfil reflete um forte interesse pela saúde ocupacional e pelas condições de trabalho, combinando rigor acadêmico com uma atenção dedicada às realidades de grupos vulneráveis e à perspectiva de gênero, como demonstra sua pesquisa mais recente sobre trabalhadoras sexuais.

Mtro. Hilario Rodríguez Cárdenas, Universidad de Guadalajara

Hilario Alejandro Rodríguez Cárdenas é um advogado, acadêmico, pesquisador e servidor público originário de Guadalajara, Jalisco, cuja trajetória tem se desenvolvido principalmente no âmbito universitário e na administração municipal.

É professor e pesquisador no Sistema de Educação Média Superior (SEMS) da Universidade de Guadalajara (UDG), onde tem concentrado seu trabalho acadêmico em temas como ética, participação cidadã e formação cívica de jovens. Sua vocação pela docência o levou a manter uma relação próxima com as novas gerações, acompanhando-as em processos formativos tanto dentro da sala de aula quanto em espaços de participação institucional.

Atualmente, Rodríguez Cárdenas ocupa o cargo de Secretário Administrativo do Centro Universitário de Tlajomulco de Zúñiga (CUTlajomulco). Nessa função, administra os recursos humanos, materiais e financeiros desse núcleo acadêmico, que integra a rede de centros universitários metropolitanos da UDG, consolidando seu perfil como um acadêmico com experiência sólida em gestão universitária.

No âmbito político, foi vereador do Município de Guadalajara durante a administração 2018–2021. Nesse período, presidiu a Comissão de Esportes e Atenção à Juventude, bem como a Comissão de Cultura. A partir dessas posições, impulsionou iniciativas como o reconhecimento a atletas destacados — incluindo os Charros de Jalisco — e promoveu projetos como a criação de uma escola de artes circenses para o município. Sua atuação no cabildo tapatio caracterizou-se por uma constante aproximação com jovens e cidadãos, a quem explicava o funcionamento das instituições públicas por meio de aulas virtuais e exercícios de participação cidadã.

Hilario Alejandro Rodríguez Cárdenas combina seu perfil como acadêmico, advogado, gestor universitário, sua experiência no serviço público municipal e seu ativismo político na zona metropolitana de Guadalajara, com especial enfoque nos Direitos Humanos.

Lcda. Matilde Jimenez, Universidad de Guadalajara

María Matilde Jiménez Ruelas é advogada de formação, com especialização em direitos humanos e transparência. Seu perfil combina a formação acadêmica com a experiência no serviço público municipal, particularmente nas áreas de igualdade de gênero e acesso à informação.

No âmbito profissional, trabalhou na Prefeitura de Autlán de Navarro, Jalisco, onde integrou o Instituto da Mulher, atuando em áreas relacionadas à proteção e promoção dos direitos das mulheres. Posteriormente, assumiu a chefia da área de transparência do mesmo município, função na qual coordenou o cumprimento das obrigações em matéria de acesso à informação pública e proteção de dados pessoais.

Atualmente, encontra-se em formação acadêmica de pós-graduação. É estudante do Mestrado em Gestão de Governos Locais no Centro Universitário de Tonalá (CUTonalá) da Universidade de Guadalajara, programa voltado à profissionalização de servidores públicos e especialistas em administração municipal.

Sua trajetória reflete um perfil orientado à gestão pública municipal, com ênfase na transparência, nos direitos humanos e nas políticas de igualdade de gênero.

Referências

Auyero, J. (2004). Vidas beligerantes: Dos mujeres, dos protestas y la búsqueda de reconocimiento. Siglo XXi.

Benjaminsen, L. y Dyb, E. (2018). The effectiveness of homelessness policies in Europe: A comparative analysis. European Journal of Homelessness, 12 (3), 45–67.

Bonilla-Castañeda, D.; Bravo-Contreras, M. L.; Cortes-Guerrero, J. F.; Gutiérrez-García, L. A.; Pascual-Guzmán, M. M. y Salcedo Torres, Y. (2025). Análisis de la vulnerabilidad de las personas habitantes de la calle en Guadalajara. Análisis Plural, 4 (2), 1–28. https://analisisplural.iteso.mx/index.php/ap/article/view/154

Bourdieu, P. (1999). La miseria del mundo.

Fondo de Cultura Económica.

CodHeJ, Comisión de Derechos Humanos del Estado de Jalisco. (2023).

Acceso a la justicia para poblaciones callejeras 2020–2022.

— (2024). Informe sobre criminalización de la pobreza en Jalisco.

CndH, Comisión Nacional de los Derechos Humanos. (2021). Informe especial sobre la situación de las personas en situación de calle en México.

— (2022). Subregistro y acciones jurídicas: Personas en situación de calle en Guadalajara.

Crenshaw, K. (1989). Demarginalizing the intersection of race and sex: A Black feminist critique of antidiscrimination doctrine, feminist theory, and antiracist politics. University of Chicago Legal Forum, 1989 (1), 139–167.

Denzin, N. K. y Lincoln, Y. S. (Eds.). (2018). The SAGE handbook of qualitative research (5.ª ed.). sage.

doF, Diario Oficial de la Federación. (2010, 5 de julio). Ley Federal de Protección de Datos Personales en Posesión de los Particulares.

Gobierno de México.

— (2017, 26 de enero). Ley Federal de Protección de Datos Personales en Posesión de Sujetos Obligados. Gobierno de México.

Emerson, R. M.; Fretz, R. I. y Shaw, L. L. (2011). Writing ethnographic fieldnotes (2.ª ed.) University of Chicago Press.

Fairclough, N. (2003). Analysing discourse: Textual analysis for social research. Routledge.

Fals-Borda, O. (2015). Una sociología sentipensante para América Latina. ClaCso.

Farmer, P. (2004). An anthropology of structural violence. Current Anthropology, 45 (3), 305–325. https://doi.org/10.1086/382250

Goffman, E. (1963). Stigma: Notes on the management of spoiled identity. Prentice-Hall.

H. Ayuntamiento de Tonalá. (2023). Plan Municipal de Desarrollo y Gobernanza 2021–2024.

Honneth, A. (1996). La lucha por el reconocimiento: Por una gramática moral de los conflictos sociales. Crítica.

inegi, Instituto Nacional de Estadística y Geografía. (2021). Censo de Población y Vivienda 2020: Resultados complementarios. https://www.inegi.org.mx/programas/ccpv/2020/

Mbembe, A. (2003). Necropolítica. Melusina.

Médicos Sin Fronteras México y Centroamérica. (2024). Reporte anual 2024. https://www.msf.mx

Mercado, M.; Law, L.; Ferguson-Colvin, K. y Wolfersteig, W. (2024). Intersectional structural stigma: A qualitative study with persons experiencing homelessness in the Southwest United States. Qualitative Health Research, 34 (6), 512–527. https://doi.org/10.1177/10497323241234567

Merleau-Ponty, M. (1945). Fenomenología de la percepción.

Planeta-De Agostini.

Mollica, R. F. (1999). Efectos psicosociales de la violencia colectiva.

Centro de Documentación Psicosocial.

oea, Organización de los Estados Americanos. (1988). Protocolo Adicional a la Convención Americana sobre Derechos Humanos en Materia de Derechos Económicos, Sociales y Culturales (Protocolo de San Salvador).

— (2011). Desigualdad e inclusión social en las Américas: 14 ensayos

(2.ª ed.) Secretaría General de la oea.

Patton, M. Q. (2015). Qualitative research & evaluation methods

(4.ª ed.) sage.

PidesC, Pacto Internacional de Derechos Económicos, Sociales y Culturales. (1966). Adoptado y abierto a la firma, ratificación y adhesión por la Asamblea General de la Organización de las Naciones Unidas mediante Resolución 2200 a (XXi), del 16 de diciembre de 1966.

Naciones Unidas, Serie de Tratados, vol. 993, p. 3.

Segato, R. (2016). La guerra contra las mujeres. Traficantes de Sueños. Smith, J. A.; Flowers, P. y Larkin, M. (2009). Interpretative phenome

nological analysis: Theory, method and research. sage.

Van-Manen, M. (2023). Researching lived experience: Human science for an action sensitive pedagogy (2.ª ed.) Routledge.

Wacquant, L. (2010). Castigar a los pobres: El gobierno neoliberal de la inseguridad social. Gedisa.

Zamudio, A. (2020). Políticas públicas y situación de calle en México: Una deuda pendiente. Revista Mexicana de Políticas Sociales, 12 (3), 101–120.

Publicado

2026-08-17

Como Citar

Falomir Frausto, K. Y., Rodríguez Cárdenas, H. A., & Jimenez Ruelas, M. M. (2026). Mujeres en situación de calle en Guadalajara: Trayectorias de vida, violencias acumuladas y acceso a derechos sociales fundamentales. Punto Cunorte, 12(23), e23314. https://doi.org/10.32870/punto.v12i23.314